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Finanças empresariais devem estar adequadas ao cenário econômico nacional e internacional

Atualizado: 16 de fev. de 2022


Em uma economia nacional e internacional instáveis, as empresas cada vez mais buscam estar atualizadas sobre os cenários econômicos para manter uma segurança de caixa visando atravessar às incertezas. A pandemia de Covid-19 mostrou de forma impactante como mudanças de cenários devem fazer parte das estratégias das áreas financeiras de cada negócio. Por isso, os membros do núcleo de economia da ANEFAC, Ailton Leite, vice-presidente de Economia e Finanças, Jorge Augustowski e Roberto Vertamatti, diretores de economia, e Guilherme Dultra, diretor de finanças pessoais, trazem alguns pontos importantes para 2022. Confira abaixo:


O que podemos esperar de tendências para a área de finanças das empresas?

Utilização dos recursos tecnológicos como ferramenta de trabalho na área financeira será condição indispensável na gestão das empresas.


O setor de finanças manteve-se aquecido mesmo com a pandemia e esse cenário deve continuar. Os profissionais dessa área foram fundamentais para manter as contas em dia, gerenciando os custos. Entre as prioridades dos CFOs brasileiros, um estudo recente de tendências da Robert Half para o ano mostra que questões relacionadas à expansão, abertura de novos negócios, gestão de Big Data no departamento financeiro e redução de custos se destacarão.


Outro ponto de atenção é que a retomada dos IPOs, câmbio e retorno dos investidores estrangeiros prometem impulsionar a economia e acelerar as operações de Fusões e Aquisições. Assim, a demanda por profissionais de M&A/RI/Tesouraria Estruturada deve crescer, gerando procura por pessoas que tenham um bom conhecimento financeiro nas movimentações do mercado e em oportunidades.


Quais serão os desafios das empresas em termos de finanças?


O consumo das famílias terá redução devido à queda na renda real com impacto na redução da poupança e aumento no endividamento das famílias cujo resultado será inibição no nível de compras. A queda nas vendas vai afetar todas as empresas, algumas com mais intensidade do que outras. As áreas financeiras deverão estar atentas a isso para planejar os efeitos nos fluxos de caixas, bem como ações internas para mitigar os efeitos. Provavelmente muitas dívidas serão renegociadas objetivando o equilíbrio no fluxo de caixa.


Quais os desafios e oportunidades para os profissionais de finanças?


Uso intensivo da tecnologia, principalmente para acompanhar “on-time” a evolução de custos que impactam na produção e nos reajustes de preços de vendas dos produtos – a gestão da margem precisa ser “diária/horária”.

Acompanhar os principais fatores na economia mundial que vão afetar a economia brasileira.

Estar atento à situação na cadeia produtiva, iniciando com fornecedores estratégicos e ter planos para evitar disrupções na cadeia de oferta, local e global, bem como eventual falta de matéria prima.

Sabedoria em prever fatos que podem impactar suas empresas e tomar providências antecipadamente – “não deixar a casa cair para depois sair correndo para arrumar”.

Olhar melhor para 2023, pois as ações para 2022 pode ser que não mais tenham mais impacto, ou seja, “2022 já tenha passado”.


Quais serão as principais ações ou foco de atuação da VP de finanças da ANEFAC?

Continuidade da realização da Pesquisa de Juros da ANEFAC, além de promover discussões no Papo de Economia e outros eventos sobre as novas possibilidades de assuntos econômicos importantes como, a Selic, PIB Brasil e Global, investimentos, crédito, finanças pessoais, criptomoedas, implementação de segurança nos sistemas e governança nos ambientes digitalizados do mundo atual, reformas governamentais e taxas de desemprego.


Confira a análise da ANEFAC sobre o impacto do aumento da Selic: https://www.anefac.org/copomanefac e a pesquisa de juros da entidade https://www.anefac.org/pesquisa-de-juros


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