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Inteligência Humana: a valorização das pessoas na era das disrupções



Sou um entusiasta da tecnologia e, ao longo da minha carreira, pude acompanhar os instigantes movimentos da revolução digital que avançaram sobre os mais diversos campos da economia e da sociedade nos últimos anos – da área financeira aos processos de ensino e aprendizagem; da construção civil a pujante ebulição do ecossistema de startups que, hoje, impõe uma nova lógica mais ágil e de centralidade no cliente sobre o mercado.


Dito isso, diante da mais recente tendência de sofisticação da inteligência artificial – que se popularizou, sobretudo, com o emblemático ChatGPT que demonstrou para o mundo o potencial do aprendizado generativo do machine learning; mas que já está presente de modo tão ou mais avançado, por exemplo, em soluções de IA combinadas com nanotecnologia na medicina, em processos da indústria em geral e até em mercado de capitais. Mas, uma reflexão importante se colocou no horizonte:


Seremos, de fato, substituídos por máquinas dentro de um ambiente mercadológico que vive uma verdadeira corrida pela inovação? Qual o papel do humano nesse novo contexto socioeconômico que ainda está dando seus primeiros passos? 


Inovação em benefício do humano


No livro "Superinteligência: caminhos, perigos e estratégias", o filósofo sueco e professor da Universidade de Oxford, Nick Bostrom, analisa, sem alarmismos, a importância da criação de mecanismos de controle que, sem impedir o avanço da tecnologia e da inteligência artificial, garantam que as futuras máquinas superinteligentes – para as quais o ChatGPT ainda é apenas o protótipo do que está por vir – sejam guiadas por preceitos de empatia, ética e, acima de tudo, respeito pela vida.


Embora, há alguns anos, esses postulados talvez parecessem dignos de um filme de ficção científica, hoje cada vez mais especialistas alertam para esse ponto: sem uma devida estratégia que assegure os valores que fornecem as bases de uma sociedade democrática e que garantam a dignidade do trabalho humano nas suas mais diversas manifestações – bem como, de nossa criatividade, poder intuitivo e princípios morais – a tecnologia perde o seu principal sentido: agir em benefício de uma sociedade mais próspera, igualitária e livre.


Talvez, aliás, estejamos justamente nesse ponto de virada e uma atuação conjunta entre

pesquisadores, empresas, startups e governos é imperativa para que possamos determinar o futuro que desejamos construir para as novas gerações.


Ressignificação e fortalecimento de potencialidades


Em paralelo a essa importante reflexão, penso que, enquanto lideranças e profissionais ativos no mercado, há um conjunto de ações que devemos desenvolver –individualmente e coletivamente – dentro desse processo de (res)significação do trabalho humano:


● Pessoalmente, é fundamental nos mantermos atualizados sobre as novas tecnologias,

ampliando nosso conhecimento sobre habilidades digitais que, se hoje, já são diferenciais para uma carreira, em um curto prazo, devem ser mandatórias para quem deseja trilhar uma trajetória de sucesso no mercado;


● Enquanto gestores/empreendedores, é também nosso papel contribuir para que essas faculdades digitais sejam difundidas entre os talentos que atuam sob nossa liderança e que podem, inclusive, fortalecer os seus vínculos com uma empresa genuinamente preocupada com o desenvolvimento de seus colaboradores;


● Em conjunto com as habilidades técnicas e digitais, mais do que nunca, são os soft skills de análise, criatividade, liderança, negociação e resolução de conflitos que devem compor o conjunto de habilidades necessárias para sermos bem-sucedidos em um oceano de transformações que, conforme já fora citado, está apenas começando.


Por fim, em todo esse processo, deve haver um olhar de empatia diante de desafios de adaptação que podem surgir e também de valorização sobre aquilo que nos diferencia – não é detrimento da tecnologia e da mudança, mas em prol de inovações que potencializem a inteligência humana e nossos valores mais essenciais.


Artigo escrito por Alexandre Velilla, head de Administração da ANEFAC

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