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  • Anefac A

Como responder ao social do ESG por meio do planejamento?


Nos últimos anos, temos assistido a uma maior atenção aos problemas ambiental, social e de governança corporativa na gestão das empresas. Os fatores ESG tornaram-se um conceito incorporado às estratégias empresariais, aos discursos da alta gestão e até mesmo ao de personalidades de negócios importantes como Larry Fink, CEO da Blackrock, em sua carta anual aos CEOs e clientes.


O ESG pode ser entendido como uma síntese da necessidade de atendimento da satisfação de diversos públicos de interesse de uma organização. Apesar de a temática ter ganhado força recentemente, no século XVI, a Companhia das Índias Orientais tinha sua preocupação voltada à governança e ao seu público de interesse primordial que eram os acionistas, credores e governo.


É importante lembrar que não muito distante, as empresas na segunda metade do século XX faziam investimentos no bem-estar dos funcionários. Realizam eventos sociais para acolher o indivíduo e o resultado era a inclusão da família dele na realidade das corporações. Era comum que colegas de trabalho desenvolvessem amizades profundas entre si e suas famílias. A integração acontecia com atividades sociais realizadas em determinados finais de semana: churrascos, torneios de futebol, celebrações e datas festivas.


No interior do Brasil, segundo Flávio Riberi, adjunto de contabilidade da ANEFAC, há muitos empresários que se responsabilizam por investimentos públicos e são fruto de uma relação socioemocional dele com aquele ambiente. Ter crescido e prosperado em determinada localidade as vezes produz uma gratidão que se converte em investimentos sociais sem o propósito de utilizar estas ações como táticas para a divulgação da boa cidadania corporativa. Mas sim porque pura e simplesmente os fundadores nasceram ali e isso já gera uma afinidade com o grupo de funcionários, que compartilham o senso de pertencimento a uma mesma comunidade.


Flávio entende que hoje há uma evolução da relação colaborador-empresa com efeito sobre a letra S da sigla ESG. “A empresa se vê em uma situação de ter que fazer e divulgar o que se faz. Seria o movimento do ESG uma maneira de forçar as empresas a mostrarem o seu impacto social quando existem investimentos, ou simplesmente um estalo para começar a investir linhas orçamentárias em ações que proporcionem um retorno social?”, indaga.


Pode se dizer que não existe ainda uma resposta clara. O esforço para firmar iniciativas ESG, para Flávio, resulta no compromisso e responsabilidade da empresa com o mercado, seus consumidores, fornecedores, comunidade, governo, mídia, investidores e colaboradores. “Situar publicamente seus compromissos com a sociedade, colaboradores, clientes e fornecedores vão nortear caminhos que exigirão o monitoramento físico do consumo orçamentário e a pensar fora da caixa para identificar métricas que evidenciem a qualidade do dispêndio realizado como proporção do impacto social desejado”, finaliza.

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