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Simples Nacional: prazo para escolha do regime híbrido termina em setembro

Simples Nacional: prazo para escolha do regime híbrido termina em setembro

A reforma tributária brasileira está provocando uma série de mudanças que afetarão diretamente as micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional. Uma das decisões mais importantes envolve a possibilidade de aderir ao regime híbrido, opção que permitirá separar do DAS os novos tributos que substituirão o PIS/Cofins e parte do ICMS/ISS — a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

Por que essa decisão é importante?

A partir de 2027, quando a CBS começará a ser cobrada, as empresas que optarem pelo regime híbrido poderão gerar créditos tributários integrais para seus clientes. Isso é especialmente relevante para negócios que atuam no modelo B2B, pois empresas de lucro real ou presumido tendem a preferir fornecedores que lhes permitam aproveitar créditos mais elevados.

Nesse novo cenário, o crédito fiscal passa a funcionar como uma moeda dentro das cadeias produtivas. Quem não acompanhar essa lógica pode perder competitividade, já que fornecedores que não geram créditos suficientes podem se tornar menos atrativos.

Desafios e adaptações necessárias

A mudança não envolve apenas uma escolha de regime tributário. As empresas precisarão:

Atualizar sistemas e softwares fiscais para emitir documentos que destaquem corretamente CBS e IBS.

Revisar cadastros de produtos e serviços, adequando-os às novas classificações tributárias.

Avaliar detalhadamente clientes e fornecedores, entendendo quem está no Simples e quem não está — informação crucial para simulações de créditos.

Revisar contratos, já que a nova forma de cobrança dos tributos altera custos e pode exigir ajustes de preços e cláusulas.

Por que fazer simulações ainda em 2026?

Embora algumas obrigações só passem a valer plenamente em 2027, especialistas recomendam que empresas façam simulações desde já para entender:

o impacto real dos créditos gerados e tomados;

o efeito da tributação “por fora” no preço final dos produtos ou serviços;

como concorrentes fora do Simples estão se posicionando no mercado;

se a adoção do regime híbrido melhora ou enfraquece sua competitividade.

Em diversos cenários analisados por consultorias, a adoção da CBS e IBS fora do DAS mostrou-se vantajosa para parte significativa das empresas, especialmente aquelas que vendem majoritariamente para outras empresas.

A lição de casa até 2027

Para enfrentar a transição, as empresas do Simples devem:

Solicitar simulações ao contador, considerando o regime híbrido.

Avaliar o perfil do seu faturamento, sobretudo se atendem pessoas físicas, jurídicas ou ambos.

Ajustar sistemas de emissão de notas fiscais para destacar os novos tributos.

Atualizar cadastros e processos internos, garantindo conformidade com as novas regras.

Fonte: Diário do Comércio