Notícias e Informações

Radar ANEFAC - Noticias de Relevância do Mercado

Manual da KPMG redefine estratégia de Private Equity e aponta cinco capacidades críticas para gerar valor

Manual da KPMG redefine estratégia de Private Equity e aponta cinco capacidades críticas para gerar valor

A KPMG lançou o manual “Value Creation in Private Equity”, um estudo global que analisa as transformações recentes do setor de Private Equity e propõe novas estratégias para a geração de valor. Estratégias históricas baseadas em alavancagem financeira, arbitragem de múltiplos e condições de mercado favoráveis já não garantem os retornos esperados. Isso se deve a taxas de juros normalizadas, inflação persistente, volatilidade macroeconômica / geopolítica e um grande volume de ativos “presos” no pipeline de saídas.

Ainda de acordo com o manual, as casas de private equity capazes de capturar vantagem competitiva sustentável — os chamados value-creators — compartilham cinco capacidades críticas. A primeira é a outside-in intelligence, ou seja, a habilidade de minerar sinais externos, dados alternativos, comportamento de consumidores e contexto de mercado para antecipar riscos e oportunidades. Em seguida vêm as intervenções preditivas, que combinam modelagem, análise de dados e até IA para simular cenários, monitorar performance, detectar problemas cedo e intervir de forma preventiva.

A terceira capacidade é a construção de dados proprietários, integrando informações internas e de portfólio para gerar insights contínuos, comparáveis e replicáveis. A quarta trata da revisão profunda do modelo operacional, com governança, estrutura organizacional e equipes dedicadas à transformação operacional — além da tradicional originação de acordos. Por fim, está a implementação disciplinada e em escala: caminhos integrados de execução, com priorização, sequenciamento, métricas claras e rigor no acompanhamento.

“O novo motor de retorno no private equity será diferente. Estamos entrando na era dos ‘quant-Private Equity’: casas que estruturam decisões com dados, análise de dados, simulações e inteligência externa. A criação de valor deixa de ser artesanal e passa a ser sistemática — transformando portfólios com programas claros de eficiência operacional, metas de EBITDA, governança, gestão de dados e preparação antecipada para a saída”, analisa o sócio-líder de Private Equity da KPMG, Roberto Haddad.